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12 Anos de EscravidA?o – CrA�tica

12 Anos de EscravidA?o

★★★★★

A� triunfo aquilo que persevera sobre o incerto?

Posso estar sendo precipitado ao dar tamanha reverA?ncia a esse filme, que claramente foi maquinado para manipular nossos sentimentos, mas o fato de que mesmo baseado em fatos reais, tudo mostrado foi muito mais brando do que realmente aconteceu… A� para se pensar. Um filme que mostra a vida, o mal dentro do ser humano, a perseveranA�a e o valor da esperanA�a em “brandas” duas horas.

12 Anos de EscravidA?o conta a histA?ria de Solomon Northup. Violinista nego e nascido livre com famA�lia e filhos A� convidado a participar de um show itinerante de artistas, mas acaba sendo drogado, sequestrado e vendido para mercadores de escravos que o levam para o sul dos Estados Unidos em 1841 onde a escravidA?o ainda era vigente. Sua jornada de sofrimento e esperanA�a de um dia rever a famA�lia comeA�a a partir daA�.

12-anos-01O diretor Steve McQueen tinha sido bem lembrado por sua tocante histA?ria Shame e desta manteve duas coisas, tentar nA?o abrandar os sofrimentos do roteiro de John Ridley baseado no livro escrito pelo prA?prio Solomon Northup. Sim, a histA?ria baseada em fatos reais ganha vida com realmente muita vida na fotografia espetacular de Sean Bobitt e a mA?sica do lendA?rio Hans Zimmer, o qual dispensa apresentaA�A�es. McQueen traz nA?o o apelo emocional, que jA? A� forte pela natureza da histA?ria, mas o tocante da crudeza com a trilha sutil que sobe nos momentos de lA?grimas. Ele promete nos tocar com a vida do jeito que ela se apresenta. E como tem vida esse filme.

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O grande trunfo A� ser um dos poucos filmes com um gigante nA?mero de talentos sem se perder tentando trabalhar demais todos. Obviamente toda a carga dramA?tica vai paraA�A�(Firefly e Filhos da EsperanA�a) como Solomon mas tambA�m nA?o podemos deixar de dar parabA�ns para o sempre fantA?sticoA�A�como Magneto o fazendeiro e dono de escravos Edwin Epps, vilA?o do ano. Surpresas agradA?veis foramA�A�n papel de um fazendeiro muito bonzinho, para variar, eA�A�como a sofrida Patsy. Como Sempre, Brad Pitt faz uma breve mas contundente apariA�A?o que serve como pivA? de parte fundamental da histA?ria (sem spoilers) e tenta roubar sempre a cena nos tirando um pouco daquele sofrimento por alguns instantes. Uma A?tima direA�A?o de elenco que nA?o faz a histA?ria e os personagens se perderem entre nomes de peso comoA�,A�A�eA�A�tambA�m

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A histA?ria A� ao mesmo tempo tA?o pesada que vocA? precisa digerir depois de assistir, mas tambA�m passa tA?o suavemente e te envolve tanto que vocA? nem nota o tempo passar. Uma narrativa nas raA�zes do que significa uma boa narrativa. 12 Anos de EscravidA?o nA?o A� apenas um emblema sobre escravos e o que foi a escravidA?o, pois acho que a dA�cadas isso foi muito bem retratado em RaA�zes e filmes similares. Ele A� sobre o que significa ser humano e o embate do que nos fazer realmente pensar que podemos ser melhores um do que os outros. O que nos faz imaginar que temos o direito um sobre os outros e nA?o uns com os outros. O que leva pessoas a linchar, bater, mater, nA?o A� necessariamente o A?dio e sim essa falha de humanidade, que existe dentro de nA?s.

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A mesmo tempo, 12 Anos de EscravidA?o A� sobre esperanA�a e sobre o que significa nascer ou morrer livre. Sobre o que significa baixar a cabeA�a ou continuar tentando. Talvez seja possA�vel resumir tudo no fato do filme ser sobre o espA�rito humano, no melhor e no pior, por mais clichA? que essa descriA�A?o pareA�a. A fragilidade do que faz nossas vidas tA?o altivas e brilhantes, pode sumir a qualquer momento. A� toda essa fragilidade que fica exposta no filme




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