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127 Horas – Crítica

Triunfo de Aron Ralston ou Danny Boyle novamente?

★★★★½

Suspense de um homem só

O comentário de uma amiga ao final do filme resume melhor minha curiosidade para com o mesmo: Como esse cara conseguiu fazer um filme com um cara no meio do nada ter todos os principais gêneros do cinema com maestria em menos de 2 horas?  Simplesmente inacreditável, mas Danny Boyle ataca novamente com 127 Horas e convencer. Tirando alguns pequenos deslizes de narrativa, é simplesmente deslumbrante, mais na forma de contar a história e na sua fantástica escolha de elenco.

Baseada na história real de Aron Ralston, a película mostra como ele, como experiente alpinista, andarilho e ciclista, acabou preso em um canyon, com seu braço sob uma pedra. O que acontece a seguir é toda a história da luta de um homem pela sua vida e o feito que deixou seu nome na história.

James Franco foi uma escolha fora do comum de tão acertada. Ele consegue transitar por todas as áreas da dramaturgia, da comédia ao drama, passando pela ação e tudo entre elas. Interpretando Ralston, ele não só consegue passar seus medos, angústias e seu espírito de aventura e força de vontade, mas todos os sentimentos mais básicos e fundamentais envolvidos. Talvez, a escolha de um ator mais segmentado e menos versátil teria sido uma grande falha. Sem falar que foi visível alguns improvisos e personificações característicos do próprio ator que enriqueceram muito o personagem “verídico”.

O mais embasbacante foi imaginar que este é basicamente um filme de um home só, com pequenas participações e uma bela mensagem. Além disso, é complicado imaginar quanto respeito toda a equipe e elenco teve pela história, que causa agonia a alguns só de imaginar e eles tiveram que encenar, vivenciar e destrinchar esses momentos. Ainda tem a fantástica narrativa, montagem muito bem executada e inusitada trilha sonora – assinada por A.R. Rahman – que marcaram todo o clima do filme. Talvez o único deslize tenha sido a estendida conclusão e o tom leve de auto-ajuda concluído no final, apesar de que o bom humor do mesmo foi realmente revigorante depois de tanto “cansaço”.

Não bastasse isso, tem a maravilhosamente gatinha, esquisitinha e gostosa Lizzy Caplan fazendo uma aparição especial. Sou fã, fazer o que? ;] De toda forma, o Cinemista mais do que recomenda e tem boas vibrações sobre estatuetas de carecas dourados no futuro próximo. Pelo menos na torcida ficarei.




Comentários

  1. Clarissa disse:

    Acho que 127 horas foi um dos poucos filmes que me prendeu a atenção mesmo diante de um unico quadro, e sem nenhuma mudança de cenário, além do alpinista preso em uma situação absurdamente complicada.
    Acho que eu sei que o filme me ascina quando eu entro na história e sofro junto. E James Franco conseguiu me fazer sentir calafrioas a cada tentativa de sair de lá. Me fez rir das divagações da personagem, e seus conselhos mais óbvios. Acredito que o fato de ser uma história baseada em fatos reais me fez dar mais valor na história e querer prestar mais atenção no filme.
    Enfim, roteiro muito bem elaborado, fotografia linda (pelo menos no início…rs) e uma aventura emocionante, ainda que filmada dentro de um cubículo.
    Fica a dica. Um ótimo filme pra quem não gosta de nada fantasioso!

  2. Ygor disse:

    Quero muito ver esse filme, gosto do trabalho do Boyle desde Trainspotting, e de “pouco” tempo pra cá James Franco vem se mostrando um ator, um artista verdadeiro e não só um rostinho bonito.

    Parabens pelo trabalho até logo!!!

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