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A Hospedeira – CrA�tica

A Hospedeira

★★☆☆☆

CrepA?sculo alienA�gena

Ok, talvez essa tag line para abrir essa crA�tica fosse um pouco dura demais, mas a autora mormon favorita das adolescentes virgens nA?o ia fugir muito de seu campo de atuaA�A?o. Baseado no livro homA?nimo de Stephenie Meyer – autora de CrepA?sculo – esta saga adolescente sci-fi consegue atA� levantar alguns pontos filosA?ficos interessantes, sobre o que A� vida, o que A� consciA?ncia, entre outros conceitos, mas escorrega obviamente no romance oblA�quo e doentio que a autora tanto promove.

Em A Hospedeira, quase todos os seres humanos do mundo tiveram seus corpos tomados por consciA?ncias alienA�genas invasoras. Um grupo limitado de seres humanos resiste a investida, mas estA?o a margem da extinA�A?o. Eis entA?o que Melanie A� tomada por um destes alienA�genas, mas ao invA�s de simplesmente ter sua consciA?ncia apagada e suas memA?rias tomadas, ela divide o corpo com a alienA�gena de idade milenar, chamada de Peregrina, ou Peg. Agora, elas dividiram o corpo, memA?rias e decisA�es enquanto Melanie tenta se reencontrar com seus entes queridos mais uma vez.

Praticamente todos os filmes deA�A�(Gattaca, O PreA�o do AmanhA?, Show de Truman, Senhor das Armas) levanta alguma questA?o socialmente polA?mica. Seja bioA�tica, capitalismo, vida, entre outros, o histA?rico de Niccol fala mais alto mais uma vez e desta vez a discussA?o vai girar em torno dos direitos e deveres a vida e como isso A� visto entre espA�cies. Se temos direitos de tomar decisA�es por espA�cies que julgamos inferiores, porque isso A�nA?o poderia ser feito em relaA�A?o a nA?s mesmos por uma espA�cie dita superiora? AlA�m disso, sua narrativa A� marcada por um longo desenvolvimento dos personagens e concepA�A?o visual simples, mas tocante. Inclusive, roteiro e direA�A?o de Niccol A�foram o que deram o melhor tom do filme, baseado em um livro que provavelmente A� muito mais simplista e enfadonho do que a forma como foi enquadrado na tela, dando menos atenA�A?o ao mela-cueca de Melanie e mais as questA�es polA�ticas e cenas de aA�A?o e tensA?o. A mA?sica indie A� bacaninha, mas nA?o ajudou muito.

 

O elenco A� um dos pontos fortes, com a nova prodA�gioA�A�protagonizando a pelA�cula – e a dublagem esquizofrA?nica da voz em sua cabeA�a – alternando entre expressividade e desenvolvendo as emoA�A�es da entidade alienA�gena ao decorrer do filme, primeiramente inexpressiva e depois tomada por desejos humanos. A menina tem futuro, pena que sempre cai noA�estereA?tipoA�de “garota robotizada”. O elenco de apoio conta comA�A�eA�William Hurt, que humilham as outras “crianA�as” do filme, os boys magias feitos para adoA�ar os olhos das menininhas fA?s de Stephenie Meyer. Que lA?stima o resto do elenco… Sem um mA�nimo de empatia ou expressividade.

Seria bom se nA?o fosse ruim para o filme…

EntA?o a quantas anda o que interessa: a histA?ria? A premissa A� bem intrigante. Como vocA? pode dividir seu corpo com alguA�m, em uma A�poca em que nA?o somos donos nem de nossas prA?prias subjetividades? O que define sua existA?ncia? SA?o suas memA?rias? Seu corpo? Seu relacionamento com aqueles que o cercam? Uma dA?vida que nA?o tem resposta nas ciA?ncias, qualquer uma delas. O filme atA� pincela isso, mas se perde terrivelmente no dilema amoroso de “quem estA? beijando quem aqui?”onde ciA?mes de adolescentes superam todas essas questA�es e mais uma vez Meyer consegue demonstrar suas personagens sexualmente conturbadas, disfuncionais e fA?teis a nA�veis nunca antes vistos na histA?ria do cinema.

Era para ser A?timo, mas.. foi sA? bleh. A� a melhor definiA�A?o para A Hospedeira (e a alienA�gena, que facilmente se torna refA�m das revistas Capricho, provavelmente). O consolo?A�Emily BrowningA�aparece na parte final do filme. Muito amor essa Babydoll… De resto A� uma boa diversA?o para a SessA?o da Tarde se vocA? for virgem ou tiver com saudades do William Hurt. NA?o recomendado.




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