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A Pequena Loja de SuicA�dios – Cinecult

A Pequena Loja de SuicA�dios

 

Houve um tempo que desenhos eram somente para crianA�as, histA?rias ingA?nuas, personagens caricatos e mA?sicas… Muitas mA?sicas entre uma cena e outra. Mais tarde os produtores perceberam que ao fazer uma animaA�A?o para toda a famA�lia, diminuindo cenas interminA?veis de canA�A�es e com personagens mais complexos e divertidos, o sucesso seriam bem maior arrastando para os cinemas nA?o sA? as criancinhas, mas os pais delas, irmA?os mais velhos e atA� mesmo cinA�filos de carterinha que aguardam ansiosos tanto pelo novo filme de Almodovar quanto pela prA?ximo lanA�amento da Pixar.

Assim, neste cenA?rio o longa de animaA�A?o a�?A Pequena Loja de SuicA�diosa�? mistura todas essas tendA?ncias sem abrir mA?o de longas canA�A�es caminhando no viA�s de tudo para ser um filme familiar mesmo tratando de um tema tA?o difA�cil.

A Pequena Loja de SuicA�dios

Dirigido pelo francA?s A�numa co-produA�A?o de BA�lgica, CanadA? e FranA�a, o longa a�?A Pequena Loja de SuicA�diosa�? conta a histA?ria de uma cidade onde todos os moradores vivem como moribundos, tristes, sempre pensando na morte e principalmente no suicA�dio tendo esse como a A?nica soluA�A?o para suas vidas. Entre prA�dios, casas, ruas e comA�rcios, uma pequena loja A� a principal atraA�A?o para esses infelizes. Trata-se de uma pequena loja especializada em artigos para o suicA�dio, ali todo tipo de produto para essa finalidade A� encontrado. Cordas, armas, facas, venenos e muitos outros produtos. Administrada pelos Tuvache, prestam um serviA�o especializado e profissional com o lema: Morte ou reebolso. Mishima, o patriarca, A� o principal responsA?vel pela loja, ajudado pela mulher LucrA?ce e os dois filhos mais novos – tambA�m obcecados pela morte – Marilyn e Vicent.

A Pequena Loja de SuicA�dios

Tudo parece tranquilo, sob controle. Os clientes jamais voltam para reclamar dos serviA�os prestados pelos Tuvache e, como um total paradoxo A� rotina da famA�lia, a vida segue. LucrA?ce estA? grA?vida e dA? a luz ao pequeno e sorridente Alain. A� quando toda a confusA?o tem inA�cio. Alain sorri, canta, brinca, elogia e agrada seus familiares, para o espanto e desespero de seus pais, totalmente avessos a esse comportamento. Inconformado com o meio em que vive o garoto junto de amigos traA�a um grandioso plano para mudar toda a rotina de sua famA�lia e de todos daquela triste cidade.

A Pequena Loja de SuicA�dios trata de um tema bastante difA�cil e nA?o o esconde em momento algum, no entanto, a habilidade de seus criadores o torna um longa divertido, agradA?vel e porque nA?o dizer inspirador. Os traA�os dos personagens e cenA?rios sA?o pesados e belA�ssimos, assim como as cores e todo o clima que cerca cada cena. O roteiro conta com diA?logos inteligentA�ssimos e engraA�ados assim como as belas canA�A�es que compA�e o longa. Sim, essa parece ser a principal caracterA�stica da animaA�A?o. Aqui as canA�A�es nA?o sA?o aquele momento em que queremos pular para a prA?xima cena, ao contrA?rio, A� o respiro e o que desperta, renova a atenA�A?o para a histA?ria e parece quase impossA�vel nA?o entrar no embalo, que mesmo em francA?s possuA� um ritmo contagiante.

A Pequena Loja de SuicA�dios

Assim num constante paradoxo o pequeno Alain segue sua missA?o de mudar para melhor a vida de seus parentes, mostrando-lhes o lado bom da vida, sendo que isso pode tambA�m representar a falA?ncia dos negA?cios da famA�lia. Ainda neste sentido, o diretor acerta em cheio na dose de criatividade, diversA?o e inteligA?ncia com que dirige a histA?ria. De forma atA� despretensiosa, ele detecta um problema crA?nico dos grandes centros urbanos e da mesma forma aponta para uma soluA�A?o, cantando… C’est la vie.




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