A Perseguição – Crítica

Publicado por Fernando Quirino. Postado em Crítica

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Publicado em 24 de abril de 2012 com Nenhum Comentário

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★★★☆☆

1001 lugares para se ferrar antes de morrer

O trailer passou mais do que aquela idéia de que Liam Neeson estava de volta com um novo Taken, só que com lobos. Se pensarmos por esse lado, o filme é previsível ao mesmo tempo que está bem diferente da divulgação. Ele traz muito mais do lado humano do personagem, apesar de apresentado de forma chata e mecânica, mas também tem muita ação e sangue para aplacar a sede por gente se ferrando na boca de lobos ou expostos aos elementos. De qualquer forma, parece uma diversão saudável com altas doses de testosterona.

Na premissa de A Perseguição, tradução cretina para a película, Ottway é um caçador contratado por uma empresa petrolífera para defender seus funcionários de constantes ataques de lobos, da melhor maneira que ele consegue, sendo um bom atirador de elite. O inverno chega e quando os funcionários tem que voltar para casa, um acidente de avião joga um grupo de párias e truculentos petroleiros no meio do clima ártico do Alaska, com nada além das orientações de Ottway e uma letal matilha de lobos para decidir seus destinos.

Grillo: melhor ator no filme nesta humilde opinião...

Não vou mentir, Joe Carnahan se especializou em direção de filmes para machos de respeito. Níveis testosterônicos épicos. Quer dizer, com filmes como A Última Cartada e Esquadrão Classe A, o cara entende como agradar o universo masculino na telona. Talvez dessa vez ele tenha fugido um pouco da sua área principal de atuação, inserindo no roteiro – que ele também co-escreveu – dilemas pessoais que não são muito seu forte. Mesmo assim, visualmente, ele peca com alguns exageros, mas entrega o que a divulgação promete: frio, testosterona e adrenalina. Com um bom quê de previsibilidade e furos na história bem grandes, conseguiu pelo menos manejar bem uma boa parte do conteúdo técnico.

Taken 2?

O maior trunfo da película é o elenco. Liam Neeson tem aquela pinta tradicional de coroa espertalhão e sobrevivente, que o levou aos seus papéis de maior sucesso, mantém o esperado. Todos os outros, bem desconhecidos, também interpretam muito bem seus papeis. Destaque para Frank Grillo, que faz o nojento Diaz. Convence em sua capacidade de despertar o desprezo do espectador, ao mesmo tempo que posteriormente também convence em uma das cenas mais tocantes do filme.

Meio difícil falar do filme sem ser, ao mesmo tempo, previsível e spoilerento. O que se pode dizer é que o andamento do filme é extremamente previsível, ao mesmo tempo, ele guarda algumas pequenas mas interessantes surpresas para o final.  Talvez nem tão surpresas para os espectadores mais perspicazes. No final das contas, A Perseguição não chega a ser um filme extraordinário, mas é boa diversão se você está munido de testículos, ou disposição para ver um cinema de ação a moda do “matar ou morrer” na natureza. Pode com certeza valer seu ingresso se não estiver num humor muito exigente mentalmente para o dia.

Nota de outros críticos

Sobre Fernando Quirino

Psicólogo em formação e "cinemista" nerd de carteirinha.

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