




1001 lugares para se ferrar antes de morrer
O trailer passou mais do que aquela idéia de que Liam Neeson estava de volta com um novo Taken, só que com lobos. Se pensarmos por esse lado, o filme é previsível ao mesmo tempo que está bem diferente da divulgação. Ele traz muito mais do lado humano do personagem, apesar de apresentado de forma chata e mecânica, mas também tem muita ação e sangue para aplacar a sede por gente se ferrando na boca de lobos ou expostos aos elementos. De qualquer forma, parece uma diversão saudável com altas doses de testosterona.
Na premissa de A Perseguição, tradução cretina para a película, Ottway é um caçador contratado por uma empresa petrolífera para defender seus funcionários de constantes ataques de lobos, da melhor maneira que ele consegue, sendo um bom atirador de elite. O inverno chega e quando os funcionários tem que voltar para casa, um acidente de avião joga um grupo de párias e truculentos petroleiros no meio do clima ártico do Alaska, com nada além das orientações de Ottway e uma letal matilha de lobos para decidir seus destinos.
Não vou mentir, Joe Carnahan se especializou em direção de filmes para machos de respeito. Níveis testosterônicos épicos. Quer dizer, com filmes como A Última Cartada e Esquadrão Classe A, o cara entende como agradar o universo masculino na telona. Talvez dessa vez ele tenha fugido um pouco da sua área principal de atuação, inserindo no roteiro – que ele também co-escreveu – dilemas pessoais que não são muito seu forte. Mesmo assim, visualmente, ele peca com alguns exageros, mas entrega o que a divulgação promete: frio, testosterona e adrenalina. Com um bom quê de previsibilidade e furos na história bem grandes, conseguiu pelo menos manejar bem uma boa parte do conteúdo técnico.
O maior trunfo da película é o elenco. Liam Neeson tem aquela pinta tradicional de coroa espertalhão e sobrevivente, que o levou aos seus papéis de maior sucesso, mantém o esperado. Todos os outros, bem desconhecidos, também interpretam muito bem seus papeis. Destaque para Frank Grillo, que faz o nojento Diaz. Convence em sua capacidade de despertar o desprezo do espectador, ao mesmo tempo que posteriormente também convence em uma das cenas mais tocantes do filme.
Meio difícil falar do filme sem ser, ao mesmo tempo, previsível e spoilerento. O que se pode dizer é que o andamento do filme é extremamente previsível, ao mesmo tempo, ele guarda algumas pequenas mas interessantes surpresas para o final. Talvez nem tão surpresas para os espectadores mais perspicazes. No final das contas, A Perseguição não chega a ser um filme extraordinário, mas é boa diversão se você está munido de testículos, ou disposição para ver um cinema de ação a moda do “matar ou morrer” na natureza. Pode com certeza valer seu ingresso se não estiver num humor muito exigente mentalmente para o dia.
Nota de outros críticos














![Poster de [REC] 4 – Apocalipse REC 4 - Apocalypse](http://www.cinemista.com.br/wp-content/uploads/2013/05/971832_487636541308627_932421738_n-60x60.jpg)









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