Capitão América – Crítica

Publicado por Fernando Quirino. Postado em Crítica

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Publicado em 1 de agosto de 2011 com 11 Comentários

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★★★★½

Soldado de coração

Começando com pouca ou nenhuma empolgação, as cenas de ação e desenvolvimento de personagem no material de divulgação, aliada a fodáxima cena da transformação e efeitos especiais que transformaram Chris Evans em um raquítico e franzino jovem do Brooklyn, me levaram com toda a pompa e antecipação ao cinema. E não decepcionou de forma alguma. Uma forma de entretenimento saudável, com boa mensagem e selo de qualidade fodáximo Marvel, o Bandeiroso conquistas corações e novos fãs, deixando a propaganda do “império capitalista” um pouco de lado, mas nunca esquecida, e centrando nos personagens e contexto humano do herói que sempre foi mistificado pelo resto do mundo.

 

Capitão América é uma figura lendária dos quadrinhos Marvel. Criado como propaganda americana anti-nazista na época da Segunda Guerra mundial, a nova história conta – nesse ambiente – a história do franzino Steve Rogers, que se alista para um projeto experimental do soro do supersoldado, um procedimento capaz de lhe dar força e agilidade sobre-humanas. Enquanto isso, nos fronts de batalha da Segunda Guerra, uma organização financiada pelos nazistas, a Hidra, planeja usar uma tecnologia mitológica nórdica para a construção de armas que podem mudar os rumos da guerra. Agora, está nas mãos do “Capitão América”, e seus aliados, destruir essa organização e impedir uma catástrofe de proporções globais.

Joe Johnston e o franzino Steve Rogers

O diretor Joe Johnston pode, assim como seus predecessores, ter não conseguido aproveitar o filme para um bom 3D, mas em todo o resto se saiu muito bem. O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely  é um dos melhores da Marvel desde o primeiro Homem de Ferro. Trabalhando bem os personagens inicialmente e deixando bastante espaço para referências e ação na segunda etapa do filme, não decepciona, não desempolga e via criando um ritmo crescente, que apesar de desfecho rápido, é apenas ponto de partida para o próximo e definitivo filme fodáximo da Marvel. Johnston consegue dar o tom certo e usa não apenas de bom visual para a comédia, como sua recriação de época aliada a seu novo estilo para o Bandeiroso, fazem ele migrar do garotinho indefeso até o ídolo publicitário e de volta para o herói que todos esperamos, em uma passada “begins” mais do que apropriada. Não foi tarefa fácil.

Hugo Weaving já valeria a película por si só

O elenco ajuda. Muito difícil conseguir reunir TANTA habilidade com coadjuvantes como Tommy Lee JonesStanley Tucci e Hugo Weaving. Só os três já valeriam a película. São responsáveis não apenas pelos momentos mais épicos, mas também os mais engraçados e mais emocionantes. As vezes, Chris Evans até parecia coadjuvante como o Capitão. A surpresa da vez foi a belíssima Hayley Atwell no papel de Peggy Carter, representando uma figura firme, decidida, forte e charmosa, melhor que as outras “mocinhas” Marvel até o momento.

Tommy Lee Jones é um baita ator e seu personagem um "fanfarrão" no filme

Uma história simplesmente bem elaborada do início de uma grande carreira super-heróica, com um toque de romance bem bolado e todos aqueles elementos que nos fazem nos apaixonar pelos quadrinhos. Dotado de qualidades tão nobres ou mais do que um personagem como Super-homem, o personagem de Capitão América, apesar do nome escrachadamente americano, não é tão propagandista como o cara da cueca vermelha por fora da roupa. Pelo contrário, ele não está lá para defender o “american way of life” e impor o sistema americano sobre os outros, ou mesmo matar nazistas – como é bem colocado no filme. Ele está lá simplesmente para combater os mesmos valentões que os intimidaram toda sua vida, não importa onde estejam, sob qual nacionalidade ou quais circunstâncias. Isso é o tipo de mensagem que um super-herói deveria passar, que qualquer um pode ser um herói, pois o heroísmo não vem de músculos, poderes ou circunstâncias, mas as vezes é a atitude de uma só pessoa, que pode mudar muitas vidas para melhor.

 

Talvez soe piegas falando assim, mas o fato de, ao assistir o filmes, notarmos que é um personagem humano e que tem suas angústias – como o fato de não conseguir lidar muito bem com mulheres, mesmo estando bombado de músculos e super-poderes – faz com que não seja apenas mais um discurso batido de filme e sim uma história de uma boa e simples pessoa. No final das contas, por isso ele vale tantas estrelas no humilde conceito deste que vos fala, porque é uma simples história de um simples homem bom, contada de forma divertida e épica, recheada de deleite visual e interligada a uma saga muito maior do que ele mesmo.

Dito isso, nem preciso recomendar mais. Além disso, fiquem atentos para os trocentos easter eggs na Expo do Amanhã, comandada pelo pai do meu personagem favorito da Marvel, Howard Stark, e também na FODÁXIMA cena pós-créditos que vale a pena estar no cinema para assistir. AGUARDEM ATÉ O FINAL DOS CRÉDITOS!!!!

AVISO: Algumas salas de cinema não estão mostrando a cena pós-créditos. Se isso acontecer, peça seu dinheiro de volta e procure aqui no blog ;]

Hayley Atwell representando as mulheres fortes no filme

Sobre Fernando Quirino

Psicólogo em formação e "cinemista" nerd de carteirinha.

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