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Carrie, A Estranha – CrA�tica

Carrie, A Estranha - Cartaz

★☆☆☆☆

Ou seria Carrie, A Fofa?

JA? adianto que nA?o vou entrar nos mA�ritos de adaptaA�A�es de Stephen King e toda essa mamilagem bA?sica. O que vemos aqui A� um remake de um clA?ssico do cinema terror de uma geraA�A?o que deixou muitas crianA�as e adolescentes sem dormir em seu tempo. O resultado final foi muito a quem do esperado, talvez nA?o na qualidade visual ou no pensamento em torno do personagem, mas em detalhes que, somados, realmente decaA�ram a qualidade desse clA?ssico que deveria ter ficado onde ficou.

Carrie, A Estranha

Carrie, A Estranha, assim como no original de 1976, conta a vida da pA?ria, tA�mida e introvertida Carrie White, filha de uma fundamentalista religiosa no interior dos Estados Unidos. Ela tenta passar pelo ensino mA�dio enquanto comeA�a a descobrir estranhas habilidades que saem de controle e a transformam em um grande perigo quando forA�ada pelos seus colegas.

Carrie, A Estranha

Para nA?o denegrir totalmente o filme, A�(Meninos NA?o Choram) teve toda a gentileza e tato para nos conduzir pela histA?ria e nos fazer empatizar com a protagonista, entrando no universo feminino, ao contrA?rio do clA?ssico Brian De Palma. Este estava obviamente mais interessado em mostrar peitos e chamar o pA?blico adolescente ao cinema nos anos 70. TambA�m o requinte visual A� interessante, mas o lado bom para muito por aA�. O roteirista A�(Glee), conduzido pelo roteirista original,A�A�(IT, Carrie), conseguiram tirar exatamente o A?mago do filme, todo seu clima de oculto e suspense para tornar a questA?o sobre as angA?stias adolescentes e a crueldade do colegial. Obviamente nA?o entendendo a mensagem de Stephen King.

Carrie, A Estranha

Nas atuaA�A�es A� triste ver como boas atrizes nA?o conseguem se sobressair sem boa direA�A?o de elenco. JA? vimos uma boaA�A�em Ensaios Sobre A Cegueira e As Horas, mas aqui temos ela fazendo seu melhor, e atA� conseguindo, mas com uma personagem tA?o profunda em uma histA?ria tA?o rasa, que sobra pouco tempo para se desenvolver. O que foi o maior chamariz do filme, mas ainda assim sua maior derrota, se chamaA�. NA?o me entendam mal, pois sou fA? da jovem, a qual me permito nA?o comentar esteticamente sob o risco de ser mal interpretado, mas que tem tanta empatia na tela e tanta campacidade de comover o pA?blico, que sobrou pouco tempo para transformar Carrie na dualidade Dr. Jekyll e Mr Hyde. Ao invA�s disso, sua amabilidade e carisma a transformaram em uma menina por quem vocA? torce e nunca teme. Mesmo quando se torna destrutiva, ainda A� possA�vel sentir aquela menina fofurinha lA? no fundo. Isso mata todo o propA?sito do filme, que A� nos apreesentar um “monstro” incompreendido.

Carrie, A Estranha

Mais ainda do que a pA�ssima escolha de elenco, vista na comparaA�A?o com a visivelmente perturbadaA�, estA? a necessidade de mudar o carA?ter de Carrie ao longo do filme. Temos uma adolescente, que como todos os adolescentes, sofre dos destemperos e mudanA�as de humor clA?ssicos, mas ela tem um “porA�m”. Ao transformar na empA?tica vA�tima de bullying, toda a trama muda de circunstA?ncia. Temos uma heroA�na telepata e nA?o uma bomba relA?gio. Fica o sentimento de “oouuun Carrie, nA?s tem amamos.. nA?o fique nervosa, me dA? um abraA�o” ao longo de todo o filme e vocA? torce para que ela se dA? bem o tempo todo.

Carrie, A Estranha

Isso se soma ao pA�ssimo hA?bito que Hollywood encontrou de querer explicar tudo. O filme tenta nos vender a histA?ria de que Carrie nA?o A� A?nica, nA?o A� uma menina com habilidades duvidosas, mas na verdade uma telepata com outras “milhares” pelo mundo. Ora, se nA?o existe o sentimento de exclusA?o social e de distanciamento humano, qual a lA?gica do filme nesse ponto? Carrie A� e sempre foi um monstro habitando o corpo de uma adolescente, que pode sair a qualquer momento. No original sempre fica aquela ponta de dA?vida se A� um monstro paranormal religioso, se sA?o poderes aliados a uma personalidade psicA?tica, ou o que realmente Carrie poderia ser. Isso ficava claro tanto na trilha sonora quando na interpretaA�A?o de Spacek. Aqui temos sA? uma crianA�a cansada de apanhar que estA? se “defendendo”. NA?o fode a mensagem!!!!

Somado a tudo isso a volta dos filmes B dos A?ltimos 15 anos, essa nova Carrie, A Estranha nA?o merece ingressos, merece o esquecimento e filmes da madrugada. Ela deve ser enterrada e esquecida, servindo de aviso para os produtores de Hollywood de que nA?o basta rostinhos bonitos para criar grande sucessos. Na verdade, nesse caso, eles atA� atrapalham.

Carrie, A Estranha




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