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Cashback – Cinecult

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Uma mistura genuA�na muito bem feita de a�?500 Dias Com Elaa�?(2009), a�?Medianerasa�?(2011), com um leve toque de a�?Trainsportinga�?(1996)… A� o que podemos perceber no A?timo Cashback do diretor Sean Ellis.

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Talvez tais referA?ncias fiquem mais evidentes aos olhos de quem assista do que propriamente de quem fez o filme, atA� porque o longa vem antes do que duas produA�A�es citadas acima. LanA�ado em 2006 o longa teve sua origem num curta metragem rodado em 2004, inclusive indicado ao Oscar daquele ano. Sendo assim, as comparaA�A�es aqui feitas servem mais para uma simples referA?ncia do que uma tentativa de identificar a origem da produA�A?o.

Cashback conta a histA?ria de Ben Willis e as consequA?ncias do final de seu namoro com Suzy. O prA?prio Ben A� quem faz essa narrativa em grande parte do tempo como um monA?logo na voz off que nos traz um texto brilhante. ImpossA�vel nA?o participar ou reconhecer-se em meio a pensamento e situaA�A�es tA?o pessoais.

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Nessa trajetA?ria apA?s estar de frente com a dificuldade de passar pelos diversos estA?gios da separaA�A?o; a saudade, o ciA?me, a negaA�A?o, a raiva etc. Ben resolve arrumar um emprego para desviar sua atenA�A?o daquela dor sentida, que lhe acompanha dia e noite. Um supermercado 24 horas parece a opA�A?o ideal para quem quer reorganizar os pensamentos sem se isolar do mundo lA? fora. Entre personagens excA?ntricos e pessoas nem tA?o interessantes, Ben vai conseguindo visualizar o mundo a sua volta com mais clareza. Em meio a suas diversas divagaA�A�es, ele poderA? perceber outras opA�A�es bem interessantes e bem mais prA?xima do que poderia imaginar.

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Das referA?ncias de a�?500 Dias Com Elaa�? e a�?Medianerasa�?, ficamos com a empatia que personagem conquista, a narrativa e as impressA�es de Ben sobre as situaA�A�es vividas que, por vA?rias vezes, nos alcanA�am no intimo de um pensamento ou sentimento o qual tambA�m partilhamos. JA? de a�?Trainsportinga�?(lembrando que cito por simples e despretensiosa referA?ncia), temos o humor inglA?s e os personagens esquisitos, de A�ndole suspeita, alA�m dos zooms da cA?mera, movimentos e perspectivas diferenciadas. AlA�m disso, o personagem principal desenvolve a habilidade de a�?parar o tempoa�?, e nesses momentos, tanto pelo lado tA�cnico quanto pelo enredo da histA?ria A� que o longa de Sean Ellis atinge um momento A�mpar.

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Com um elenco sem estrelas mas muito bem definido, cada qual com a sua parcela e espaA�o. Temos as mais diversas atuaA�A�es, do cA?mico cA�nico ao escrachado ou non-sense, do drama existencial ao sofrimento silencioso e banal. estA? numa trajetA?ria bem interessante dentro do personagem e da expansA?o desse ao longo do filme.

Com tanta mistureba de tendA?ncias e estilos, que na verdade algumas dessas coisas surgiram aqui, sendo uma produA�A?o bastante eclA�tica, comA�dia-romance-filme-indie-ou-cult- a�?Cashbacka�? poderia e pode atA� ser acusado de certo oportunismo, ou de possuir malabarismos cinematogrA?ficos desnecessA?rios diriam alguns… Mas o que vemos de fato nA?o A� uma mistura mas algo genuA�no, quase uma antropofagia fA�lmica que nos encanta tanto quando se apresenta simples ou quando se a�?ousaa�? sem amarras. E nesses extremos que ao menos por esse trabalho Sean Ellis se mostra completo.

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