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Ela – CrA�tica

Ela ★★★★★

A histA?ria na qual nosso protagonista se apaixona pelo seu computador

Spike Jonze ficou mais conhecido por seus filmes Quero Ser JohnA�Malkovich e AdaptaA�A?o, ambos escritos por Charlie Kaufman. Desta vez, com Ela, Jonze tem um controle maior do processo criativo, jA? que escreve e dirige o filme.

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Neste filme, temos um tema principal do comeA�o ao fim: o relacionamento de Theodore, papel de Joaquin Phoenix, e Samantha, interpretada por Scarlet Johansson. AliA?s, a presenA�a de Scarlet no filme A� tA?o bem construA�da e tA?o presente no filme que ela ganhou o prA?mio de melhor atriz coadjuvante em vA?rias associaA�A�es dos EUA e havia rumores de ser nomeada no Globo de Ouro, mesmo nA?o aparecendo em uma cena do filme. O gancho da histA?ria no entanto A� que Samantha A� uma inteligA?ncia artificial, um programa de computador que pode pensar por si prA?pria. Foi criada para que seja uma verdadeira companheira, ao invA�s de simplesmente ser um computador que aceite comandos de voz.

Theodore, depois de uma separaA�A?o e tentativas mal sucedidas de interaA�A?o com mulheres, resolve experimentar o tal programa de computador, e se vA? cada vez mais encantado com a companheira que se instala no seu computador, Samantha.

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A partir daA�, o relacionamento dos dois segue o que seria normal para qualquer outro casal, as primeiras semanas apaixonantes, os primeiros desentendimentos e atA� algumas brigas mais sA�rias. O que A� muito interessante, no entanto, A� o que acontece a volta do relacionamento dos dois. NinguA�m estranha o fato de Theodore se apaixonar por uma IA, sua melhor amiga diz que isso estA? se tornando comum, e que ela mesmo tem sua IA como uma grande companheira. E a cada momento do filme, outros assuntos sA?o trazidos A� tona, como pessoas que servem de substitutos para que as IAs possam acariciar e abraA�ar seus parceiros, uma editora cujo diferencial A� que ela ainda imprime livros, comunicaA�A?o pA?s-verbal, IAs trabalhando em conjunto para novas pesquisas. No entanto, o espectador nA?o se perde em explicaA�A�es cientA�ficas ou exposiA�A�es demoradas, cada uma dessas ideais A� apresentada casualmente, e uma ou duas cenas depois, ela jA? foi embora. Talvez esse seja o segredo para o ritmo do filme permanecer delicado: Jonze apenas levanta essas questA�es para que sejam pensadas com calma depois e segue com sua histA?ria. Assim, consegue mencionar vA?rios temas comuns da FicA�A?o CientA�fica, sem que receba o estigma que infelizmente acompanha o gA?nero.

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Uma outro ponto forte do filme A� o quanto cuidado foi dado ao ambiente e as cores usadas. Tudo parece muito antiseptico. Cada um segue isolado em seu mundo particular, conversando com seu computador. Mesmo o trabalho A� uma atividade individual, Theodore trabalha sozinho em uma empresa que entrega cartas escritas a mA?o para pessoas que nA?o tem tempo para isso. Ele escreve cartas apaixonadas para esposas que estA?o esperando seus maridos voltarem de viagem, por exemplo. O fato de que Theodore dita as cartas e o computador faz o resto A� um detalhe. Talvez por ter uma empatia muito grande, ele sempre recebe elogios comedidos de seu chefe, mas A� essa empatia que o deixa mais isolado nesse mundo em um futuro prA?ximo. As cores usadas mostram isso claramente, os A?nicos personagens que usam cores quentes sA?o Theodore com sua jaqueta vermelha e Samantha que usa telas vermelhas no computador.

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Em todos esses nA�veis, podemos ver uma histA?ria delicada e diferente sobre a relaA�A?o entre os dois e levarmos para casa todas as discussA�es levantadas, sobre nossa interaA�A?o com as pessoas ao nosso redor, com nossos aparelhos eltrA?nicos, o quanto eles nos unem e nos afastam.

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