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Godzilla – CrA�tica

Godzilla-Official-Poster

★★★☆☆

NA?o A� Pacific Rim

Acho importante colocar a tag line “NA?o A� Pacific Rim” jA? no texto para deixar os haters bem informados de que se vocA? for assistir o filme nesta vibe ou foi assistir o filme esperando o Pacific Rim 2, vai se decepcionar em grande estilo. Godzilla A� uma homenagem ao clA?ssico de 1954 e deve ser visto como tal. Esperar um remake do filme de 1997 (cruzes) ou algo com referA?ncias moderninhas e descoladas baseadas nos japoneses de nossas infA?ncias, A� um A?rduo erro pelo qual pagarA?o caro… o ingresso do cinema. A� basicamente uma divertida homenagem.

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Godzilla A� uma histA?ria bem simples, nos moldes antigos. Recentes desastres gigantescos revelam o que tem sido tentado manter em segredo por dA�cadas: Monstros gigantes prA�-histA?ricos acordam de sonos profundos para causar geral e apenas um destes monstros pode restaurar o balanA�o natural de milhA�es de anos… VocA?s jA? imaginam quem.

Existem diferenA�as gigantes, obviamente, entre o monstro clA?ssico e essa versA?o ocidental, mas alguns dos aspectos mais divertidos sA?o mantidos. A decisA?o ousada de Gareth Edwards (Monstros), com sua parca experiA?ncia em grandes produA�A�es, lhe rendeu adoradores e odiadores. Mostrar boa parte da aA�A?o pela perspectiva das pessoas no chA?o, por vA�deos ou noticiA?rios A� algo com o qual ele estava confortA?vel em suas filmagens estilo “mockumentary” de experiA?ncias anteriores, mas que pode irritar alguns e gerar comparaA�A�es com Cloverfield. Obviamente nA?o A� nada do tipo, vemos muito dos monstros o tempo todo. Mas ele consegue unir jeitos A?nicos de mostrar todas as cenas pela perspectiva humana e se aproveitar de elementos de outros filmes, como mA?sicas de filmes Kubickrianos ou planos batidos de diretores de aA�A?o, para entreter o pA?blico. Nada muito original, mas bem montado, com certeza. NA?o ganharA? Oscars.

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Talvez o forte do filme esteja no elenco, mas que tambA�m nA?o A� lA? dos melhores aproveitados. A grande enganaA�A?o seja vender como um filme de Walter White Bryan Cranston, quando o mesmo aparece pouco e tem relevA?ncia ZERO para histA?ria. SA�rio, tirando todas as cenas dele o filme teria meia-hora a menos e nA?o sofreria em nada. Mesmo ele sendo um bom ator, A� A?bvio que ele surgiu para encher linguiA�a e levar fA?s televisivos para o cinema. Aaron Taylor-Johnson (Kick-Ass) A� claramente um bom ator, mas tambA�m subutilizado como mero herA?i de aA�A?o e nA?o tem como nA?o achar fofurets a linda Elizabeth Olsen. O infeliz foi como o roteiro foi estruturado para mostrar mais o lado humano da tragA�dia causada pelos monstros e menos os monstros, criando plots ridA�culos os quais nA?o aproveitam os atores. NinguA�m vai ver Godzilla pelas pessoas, A� um fato. Mas americanos insistem em velhas fA?rmulas. Ken Watanabe acaba sendo o A?nico ator/personagem relevante para a pelA�cula e nA?o participa em nada da aA�A?o.

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O grande trunfo do filme foi preservar a memA?ria do monstro mais simpA?tico do japA?o. Godzilla nA?o A� vilA?o. Ele A� herA?i e A� retratado como tal. Ele A� querido e no filme. Foi atA� forA�osamente retratado na arte conceitual como um bicho “fofo”, quase um pokemon gigante. Talvez Edwards tenha exagerado na fofura, mas a idA�ia geral do filme A� o verdadeiro tributo: Monstro chega causando, ExA�rcito e os homens nA?o conseguem segura-lo, Godzilla chega para salvar o dia, fim. Como toda boa pelA�cula de Godzilla deve ser. Apenas as origens do monstro mudaram. Agora ele A� prA�-histA?rico ao invA�s de fruto de mutaA�A�es.

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Devo lembrar a todos e todas que viemos de um momento cinematogrA?fico confuso. Para Godzilla nada foi muito bom, o filme de 1997 trouxe Ferris Bueller como protagonista, o mundo sendo salvo pro franceses malucos e um monstro que mudou de tamanho – por erro de continuidade e/ou roteiro – ao longo do filme pelo menos umas 5 vezes. Isso seguido de Cloverfield, que criou muito hype e muita decepA�A?o. Mas por outro lado tivemos Pacific Rim, o qual foi um verdadeiro marco no gA?nero de monstros. A homenagem de Guillermo del Toro aos tokugatsus criou um padrA?o difA�cil de ser superado. Quer dizer, sA?o robA?s gigantes destruindo monstros gigantes sob a guitarra de Tom Morello. NA?o tem como vencer disso e isso cria um problema, pois as comparaA�A�es serA?o inevitA?veis. Mas Godzilla nA?o se pretende como continuaA�A?o ou sequer competir com Pacific Rim. Origens similares, mas com propA?sitos diferentes.

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Godzilla A� uma figuraA�A?o quase infantil da cultura japonesa de como atA� mesmo as maiores destruiA�A�es e genocA�dios podem nem sempre significar o fim e mesmo aquele que destrA?i, pode ser tambA�m aquele que salva. ComparaA�A�es com bombas atA?micas sA?o de livre e espontA?nea vontade do leitor. O grande monstrA?o A� sobre isso e A� com esses olhos que tem que ser visto. Seja por fruto da intervenA�A?o humana ou da natureza, Godzilla A� divertido e sA?. Talvez com 4o minutos a mais do que deveria, mas A� um filme divertido e que deve ser bem mais legal numa tela de Imax. Recomendaria se vocA? nA?o for assistir mais nada divertido ou com aA�A?o e muitos efeitos. GOJIRAAAAAA!!!!




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