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Gravidade – CrA�tica

★★★★☆

Sofre efeito do tempo e da gravidade…

Aos poucos vemos uma inundaA�A?o de crA�ticas favorA?veis a pelA�cula muito bem quista pelo seu requinte visual e narrativa – sob a tutela de A�-A�mas serA? que boa parte disso nA?o A� realmente hype? Apesar de Gravidade trazer, na parte tA�cnica, muitas coisas novas e atA� bonitas, A� na narrativa da coisa que o filme vai lentamente se perdendo e se valendo da clA?ssica auto-ajuda Hollywoodiana sem que muitos dos ditos “crA�ticos” vejam que estA?o sendo guiados pela indA?stria do pA?s-cult para uma crA�tica favorA?vel, conduzida pelo calA?rico espetA?culo visual.

Gravidade conta a histA?ria da Tenente Ryan Stone, uma engenheira mA�dica em missA?o espacial para reparar o telescA?pio Hubble, quando uma onda de destroA�os atinge a ela, seus colegas e seu A?nibus espacial, a deixando a deriva no espaA�o e em uma viagem para tentar retornar para casa.

Gravidade

A premissa simples e o puro terror de estar perdido na imensidA?o 3D jA? seriam suficiente para arrastar multidA�es, mas os nomes pesados na produA�A?o e todo o hype em torno garantem o blockbuster da pelA�cula. A coisa toda A� co-escrita e dirigida por Alfonso CuarA?n – alA�m de co-editada e co-produzida – o mesmo de Filhos da EsperanA�a e o mexicano E Sua MA?e TambA�m. Suas narrativas lentas e especA�ficas, podem ter encontrado resistA?ncia ao narrar o futuro distA?pico com Clive Owen, mas se encaixaram perfeitamente no drama espacial. A questA?o A� que enquanto CuarA?n se sobressaiu em quase todos os sentidos visuais da coisa, mas A� na histA?ria que geeks e espectadores mais crA�ticos comeA�am a se incomodar com certas coisas. A grande polA?mica comeA�ou quando se falou sobre a impossibilidade de ir “caminhando” do Hubble atA� a EstaA�A?o Espacial Internacional, um dos pontos chave do filme, mas A� claro que outras inveracidades ocorreram durante o enredo. A questA?o A� que quanto disso A� culpa de CuarA?n e quanto disso A� culpa da prA?pria Hollywood e seus consumidores.

Gravidade - Alfonso-CuarA?n

Em Star Trek e Guerra nas Estrelas vemos infinitamente mais “inverdades” do que nesse filme mas deixamos passar. Porque? Simplesmente por que o filme jA? A� vendido como uma fantasia ou um filme de aA�A?o, com um fundo cientA�fico. Aqui somos vendidos para um filme cientA�fico, com fundo de drama e alguma tensA?o. Nesse sentido, a cobranA�a, que A� totalmente bem aplacada na tA�cnica audiovisual, comeA�a a falhar no quesito roteiro e desenrolar da histA?ria. Mas tudo bem uma licenA�a poA�tica aqui e acolA?. Hollywood A� construA�da sobre essas. A� o tom de auto-descobrimento e auto-ajuda que o filme vai tomando a partir de seu segundo para terceiro ato que comeA�a a insultar a inteligA?ncia dos presentes. Fica complicado criticar esses aspectos especA�ficos sem dar spoilers, mas basta dizer que “pegar emprestado” cenas de animaA�A�es infantis ou finais de filmes de Will Smith e ainda querer ser levado a sA�rio A� ambiA�A?o demais.

Agora, nA?o me entendam mal. O filme ainda assim A� espetacular e tem algumas das mais espetaculares atuaA�A�es que jA? vi por parte de Sandra Bullock e George Clooney, que acabam de se tornar grandes favoritos para Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante na recA�m-aberta busca pelo magrelo careca dourado. Bullock se sobressai mais uma vez e nos trA?s uma das personagens mais crA�veis de sua carreira. O tempo todo vocA? espera que no final apareA�am aquelas legendas que contam o que aconteceu com a personagem na vida real. Mas, nA?o… A� tudo da cabeA�a de Sandy B. e da sempre A?tima direA�A?o de elenco de CuarA?n. Uma personagem feminina forte, densa e cheia de nuances com muito a ser explorado, mesmo nos “curtos” 90 minutos da pelA�cula. Outra grande escolha de ediA�A?o de CuarA?n foi manter o filme sucinto, direto, mas sem perder a sensibilidade. E eu jA? devo ter falado mil vezes aqui sobre a qualidade visual, mas vale a pena ressaltar que A� um dos melhores 3D jA? empregados em anos, muitos anos. E daA� se uma lA?grima nA?o tem forA�a suficiente pra sair rolando do rosto em gravidade zero? A� Hollywood e a cena da Sandra Bullock de shortinho nos prova que tudo A� possA�vel, atA� uma quase cinquentona dar show em muita pirralha de 20 e poucos.

Por essas e outras eu digo para todos assistirem Gravidade, pois com certeza vai rolar um buzz considerA?vel atA� Fevereiro/MarA�o do ano que vem, mas nA?o esperem tudo que o Rotten Tomatoes estA? pregando por aA�. Coloquem seu pensamento sobre a liA�A?o de vida, mas encarem sempre com olhos suspeitos os filmes que dA?o soluA�A�es simples. Mesmo assim, para os cinA�filos de carteirinha tem muitas coisas para se observar, alA�m do roteiro.

 




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