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João e Maria: Caçadores de Bruxas – Crítica

João e Maria: Caçadores de bruxas

★★★☆☆

Chupa, Irmãos Grimm

Quem acompanha esse blog sabe que não sou de meias palavras, então serei direto. Os pseudo-críticos de internet, que se julgam o último anel da Terra Média, podem tirar o cavalinho da chuva ao tecer longas críticas para acabar com João e Maria: Caçadores de Bruxas, ele é descerebradamente divertido e apenas isso. A proposta do filme, desde seu primeiro trailer, nunca foi ser uma obra séria de cinematografia para mudar a vida de seus espectadores. É simplesmente aquele sanduíche pecaminoso que adoramos comer e que não vai adicionar nada demais na nossa vida além de deliciosas calorias. E isso é bom.

Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas

A história de João e Maria: Caçadores de Bruxa nos coloca em um país desconhecido – apesar de parecer norte da Grã-Bretanha, pela moeda utilizada – em uma época desconhecida, talvez medieval, e em um mundo desconhecido. Dois irmãos, João e Maria, são deixados pelos pais na floresta e capturados por uma bruxa tenebrosa em uma casa de doces. Eles conseguem escapar e matar a bruxa no processo, jurando sua vida a destruir tais criaturas. Quando grandes, são contratados como mercenários caçadores de bruxas para desvendar um mistério de desparecimento de crianças em uma pequena cidade no interior.

1 amor: Pihla Viitala

Basicamente, o diretor e roteirista  quis realmente aproveitar a nova onde de revigoração do cinema de ação oitentista (Mercenários, Stallone, Schwarzengger, etc) para fazer uma versão escrachada de contos de fadas. Se essa é sua praia, deu super certo. Claro, ele é novato e descuidado, seja com técnica audiovisual ou com o roteiro, mas o que interessa está lá: a canastrice da história e simpatia dos atores. Além disso, ele dá aquele toque rock na coisa toda, ambienta em seu próprio mundinho semi-medieval e tudo bem. É uma película descompromissada e, tirando alguns furos de roteiro grotescos, realmente isso não acarreta grandes problemas.

No elenco temos o bom e velho Peter Stormare fazendo o chatíssimo sheriffe da cidade e alívio cômico, dando suporte a Gavião Arqueiro Jeremy Renner e Bondgirl Gemma Arterton. Eu arrasto uma asa para Gemma a muito tempo, então vou evitar ficar falando bem ou mal dela para vocês, ok? Uma grata surpresa é o jovem infante de Projeto X, Thomas Mann, voltando a ativa como sidekick da dupla. Não bastasse tudo isso, o troll animado puramente por animatronics – cujo nome não vou revelar para não dar spoilers engraçadíssimos do filme – é movimentado por ninguém menos que o próprio Jason, Derek Mears. Ou seja, Wirkola não queria só fazer um filme, mas queria prestar homenagem ao trash também. Tem que se levar isso em consideração na produção. Mas, a grande revelação do filme é a finlandesa Pihla Viitala, que até paga peitinho na película. Um amor…

Fênix Negra… de novo.

Temos uma realidade alternativa apresentada, onde observamos tecnologia atualíssima, comportamento feminista avançado, toda uma lógica de ação bem século XXI e o formato idêntico a todos os últimos filmes de super-heróis atuais, como Vingadores e alguns DC renegados, mas ambientados em um mundo sombrio de conto de fadas. Metralhadoras, bestas semi-automáticas, insulina sintética, calças e roupas coladas nas senhoritas, desfibriladores artesanais, anti-sépticos avançados. É totalmente non-sense, foi vendido como non-sense e mantém sua proposta. Então quem foi ao cinema esperando algo ultra-realista e tenebroso como a ação de Cavaleiro das Trevas ou algum filme europeu, lamento. Não é isso, com certeza. Ok, depois de O Hobbit, minhas expectativas para ação com 3D ficaram bem altas e achei o 3D bastante presente, mas mal empregado. Só que se você deixa isso e as tomadas um tanto quanto previsíveis de lado, você se diverte bastante.

Agora, pensem comigo… Imaginem um filme tão divertido quanto, só que com outros contos. Uma Chapeuzinho Vermelho estilo Elektra, caçadora de lobisomens, ou uma Branca de Neve e Sete Anões no estilo Hobbit, com mais ação sanguinolenta combatendo uma rainha do mal. Alguns filmes a mais nessa franquia e nesse estilo e poderíamos reunir todos esses personagens, desse universo bizarro e paralelo, em seu próprio Vingadores dos Contos de Fadas. Seria divertido, vai! Considerando o valor da produção e o tamanho do lucro, a franquia deve prosperar e já deixo essa dica. Também deixem o 3D de lado. Estou cansado de ser enganado por um 3D meia-boca.

Algumas dicas saudáveis: NÃO LEVEM CRIANÇAS. Muitos pais desavisados achando que é filme infantil e pinga sangue cenográfico digital pra tudo que é lado na tela, falo sério. Outra, desperte o lado brucutu de ação em vocês e sejam fiéis a diversão anos 80. “Comando para Matar” pra baixo. E por último, divirtam-se.




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