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No Limite do AmanhA? – CrA�tica

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★★★½☆

Groundhog Day 2 – A MissA?o

A temA?tica viagem no tempo e um dia que se repete eternamente estA?o longe de serem novidade. O fato de uma adaptaA�A?o de um mangA? com uma boa atuaA�A?o de Tom Cruise se tornarem uma A?tima combinaA�A?o… Isso sim A� rarA�ssimo. No Limite do AmanhA? mostra que A� possA�vel agradar o paladar americano, com boas e originais premissas orientais e ainda levantar a carreira de quem tA? alA� meio mal das pernas de popularidade.

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O filme conta a histA?ria de um futuro prA?ximo distA?pico, onde a Terra A� invadida por alienA�genas de consciA?ncia coletiva chamados MA�micos. Os humanos estA?o perdendo a guerra, atA� que eles inventam uma espA�cie de exoesqueleto que dA? chance de luta para seus soldados. O Major Cage, sem qualquer experiA?ncia de combate, A� forA�ado a ir para a frente de batalha de uma A?ltima empreitada contra a raA�a alienA�gena e para a morte certa. Como esperado, ele morre brutalmente, mas devido aA� forma como ele morre, ganha a habilidade de voltar no tempo 1 dia e revive-lo novamente. Com a ajuda de uma das mais experientes guerreiras e repetindo o dia infinitamente, ele pode se tornar a A?ltima esperanA�a de sobrevivA?ncia da humanidade.

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A trama aparentemente rebuscada aproveitada do enredo nipA?nico, ganha total ar de filme de aA�A?o americano nas mA?os de Doug Liman (Jogo de Poder, Jumper), que dA? uma narrativa divertida e inusitada para um tema jA? muito batido: repetir o dia. A adaptaA�A?o do roteiro feita por muitos escribas, Christopher McQuarrie, Jez Butterworth e John-Henry Butterworth, da histA?ria de Hiroshi Sakurazaka (All You Need is Kill) ficou atA� bem razoA?vel. Talvez alguns dos maiores problemas sejam os alienA�genas em formato Transformers de Michal Bay, um conceito visual nA?o muito bacana jA? que deixa sempre o espectador confuso sobre o que estA? ocorrendo na tela. Em outros aspectos tA�cnicos se sai bem, mas o 3D convertido nA?o ajuda e deixa o filme excessivamente escuro em alguns momentos.

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Na questA?o de elenco, nA?o A� novidade o quanto Emily Blunt A� A?tima atriz e, particularmente, acho ela uma tetA�ia. A grande surpresa fica por conta de Tom Cruise que faz um A?timo trabalho de atuaA�A?o, como a muito tempo nA?o fazia. O fato A� que, dado a situaA�A?o de que nunca sabemos se Cage estA? vivendo aquela situaA�A?o pela primeira vez ou nA?o – jA? que nA?o A� muito explicitado pela narrativa, um ponto positivo – recai puramente nos ombros de Cruise e de sua expressividade, entender se Cage estA? enfrentando aquilo pela primeira vez ou nA?o. AlA�m da surpresa do Top Gun, temos participaA�A�es curiosas e alA�vios cA?micos como de Bill Paxton e Brendan Gleeson.

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A premissa, apesar de recair em um recurso batido de viagem no tempo, A� extremamente interessante pois coloca nA?o apenas a pressA?o psicolA?gica da estagnaA�A?o temporal em jogo, como tambA�m toda a situaA�A?o polA�tica da guerra e das relaA�A�es humanas em vista. O quanto vocA? tem que conviver com alguA�m, se importar com aquela pessoa, fazer parte da vida de alguA�m, para que a sua morte nA?o seja apenas mais uma morte na sua vida? A� uma de muitas questA�es levantadas quando nossa mortalidade e nosso tempo nesse mundo sA?o colocados de lado. Se vocA? se coloca no lugar de Cage, coisa que Liman fez brilhantemente atravA�s da fotografia e montagem, fica a questA?o se terA�amos fortitude emocional para encarar pelo menos o fato da nossa estagnaA�A?o eterna. Mas alA�m disso, o roteiro trata boa parte do filme com uma grande dose de comA�dia, para que nA?o fique apenas um filme denso e cansativo de 2 horas.

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Em realidade, No Limite do AmanhA? tinha tudo para ser um A?timo filme de ficA�A?o cientA�fica em parA?metros a muito nunca visto. O grande problema reside no terceiro ato do filme, o qual nA?o darei spoilers, mas que recorre a saA�das previsA�veis e batidas do cinema americano, para amenizar a histA?ria e dar sensaA�A�es baratas ao espectador. Seria drA?stico o suficiente a ponto de categorizar o terceiro ato como “saA�da covarde” dos roteiristas para adocicar a trama.

Mesmo assim, a pelA�cula A� divertida, A� bacana de ser assistida e pode ser uma referA?ncia de como tratar esse tA?pico especA�fico de viagem no tempo, em filmes vindouros. Vale o ingresso, mas talvez nA?o seja a melhor coisa em exibiA�A?o no momento. Talvez uma A?tima opA�A?o de Netflix ou SessA?o da Tarde.




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