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MalA�vola – CrA�tica

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★★★★☆

AngelA�nola


Disney ancorou em uma linha narrativa para suas histA?rias, agora tentando redimir mais de meio sA�culo de machismo e trolagem social as escondidas. MalA�vola A� boa diversA?o nA?o pela originalidade da narrativa – Frozen foi bem mais surpreendente nesse ponto – mas pelo A?timo aproveitamento das capacidades dramatA?rgicas de Angelina Jolie em transformar uma vilA? em uma megera que amamos.

MalA�vola A� um remake de A Bela Adormecida, mas pela A?ptica da homA?nima”vilA?”. Ela A� apresentada como habitante e protetora do reino das fadas. ApA?s uma longa trA�gua, Mor entra em constante luta contra o reino dos homens. ApA?s uma sA�rie de desventuras e batalhas entre dois reinos, MalA�vola decide amaldiA�oar a infante e inocente princesa Aurora, dando inA�cio a uma sA�rie de eventos inesperados.. ou quase.

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A previsibilidade do roteiro de Linda Woolverton sA? A� redimida pela qualidade tA�cnica tanto nas caracterizaA�A�es quanto no trabalho em CGI. O novato diretor Robert Stromberg ostenta uma filmografia de quase 90 grandes trabalhos como especialista em efeitos visuais. Isso fica claro pela capacidade de gerenciamento criativo, especialmente ao ressaltar os contrapontos entre os dois reinos e fazer de Mor, casa de MalA�vola, um lugar onde gostarA�amos de viver, atA� mesmo em seus momentos mais sombrios. TambA�m surpreende em sua direA�A?o de elenco, jA? que trabalha com bons atores e parece saber espremer cada habilidade de cada um, melhor ainda do que o roteiro tem a oferecer.

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O quesito elenco parece ser o ponto mais forte do filme. Angelina Jolie mostra que nA?o A� apenas bonita, jA? que muito exige para que se esconda sua condiA�A?o semi-cadavA�rica, mas sua expressividade, tanto no olhar quanto em suas feiA�A�es, A� simplesmente assustadora. Ela faz verdadeiros monA?logos apenas com seus olhos. Sharlto Copley mostra que consegue cativar em seu papel, mesmo reprisando seu estereA?tipo de sempre: doido. A beleza de Elle Fanning sA? A� superada pela sua aparente inabilidade em depositar confianA�a e verdadeiro carisma a personagem de Bela Adormecida. Jolie tem que ser amA?vel por ambas. Me fica a dA?vida se essa inocA?ncia quase irritante era foco da produA�A?o ou apenas um papel que a irmA? menos talentosa de Dakota realmente faz questA?o de interpretar.

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A histA?ria A� bonita e contA�m a mensagem que serve para todas as idades e para todos os coraA�A�es: o amor e sua contraparte, sA?o parte de todos e o que fazemos com eles A� que nos define. Isso serve para todos desde os mais jovens atA� os mais velhos e amargurados possA�veis. Cada um A� dono de seu destino, independente de como queiram encarar suas vidas. E a discussA?o fica bem clara tanto na interpretaA�A?o de Jolie quanto na sua contraparte humana expressa por Shalto Copley, que faz o rei e pai de Aurora.

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A total previsibilidade do plot twist traz um pouco de desgosto sim, mas nA?o interfere no espetA?culo visual e nas calorias vazias e divertidas para os olhos que MalA�vola representa. Quem nA?o gosta de fazer uma boa gordice e se arrepender depois, pensando em como possa ter gostado tanto de uma histA?ria tA?o piegas, mas ao mesmo tempo tA?o divertida? MalA�vola tem tudo para se estabelecer como padrA?o para jovens adolescentes pelo futuro, como forma da Disney se redimir por ter criado geraA�A�es de machistas subservientes a necessidade de um amor eterno para as completarem. Em sua jornada de redenA�A?o, a Disney atA� acertou, mesmo repetindo a fA?rmula de seus A?ltimos trabalhos.

Vale a pena ver? Com certeza, mesmo que vocA? vA? para ter uma visA?o polA�tica o mesmo ver um pouco de CGI impecA?vel. Leve seus sobrinhos ou seus cA?njuges para ter assunto depois da saA�da do cinema, mas A� uma obra que com certeza nA?o merece passar desapercebida e foi sucesso de pA?blico e crA�tica na gringa.

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