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O Homem Duplicado – Cinecult

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Depois dos A?timos a�?IncA?nciosa�? (2010) e a�?Os Suspeitosa�? (2013), o diretor canadense Denis Villeneuve, traz as telas a adaptaA�A?o do romance Homonimo de JosA� Saramago, O Homem Duplicado, com Jake Gyllenhaal e Isabella Rossellini no elenco.

Adam Bell (Jake), A� um desanimado professor de histA?ria que leva uma vida pacata e sem grandes motivaA�A�es, trabalho-casa-casa-trabalho, como um padrA?o que sempre se repete ao longo da histA?ria. A� o que ele ensina em sua aula sobre as grandes ditaduras e o que de forma implA�cita serA? o mote de toda essa trama.

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Certo dia, enquanto tenta se desviar dessa rotina assistindo a um filme indicado por um colega de trabalho, Adam se depara com um enorme susto, quando encontra um sA?sia seu dentro do filme. Trata-se de um ator de importA?ncia menor que, no entanto, tem a mesma voz e a mesma aparA?ncia de Adam. Anthony St. Claire (Jake Gyllenhaal) A� um ator de filmes baratos que, ao se deparar com Adam, terA? toda a sua vida modificada. Assim, o professor parte numa frenA�tica e misteriosa busca por respostas e entendimentos que abalarA?o por completo seu mundo pacato de rotinas, padrA�es e tudo o que lhe parecia banal ou de extrema importA?ncia.

Vale dizer, limitando as palavras para nA?o deixar escapar Spoilers, que nA?o se trata de mais um filme sobre clones ou experiA?ncias cientificas. O mundo do autor portuguA?s costuma ser bem mais profundo, imaginativo e provocador do que isso. E assim A� o longa a�?O Homem Duplicadoa�?, com uma grande atuaA�A?o de Jake Gyllenhaa se dividindo entre o entediado professor Adam Bell e o A?vido ator Anthony St. Claire. Isabella Rossellini faz uma pequena ponta enquanto MA�lanie Laurent de a�?Bastardos InglA?riosa�? e Sarah Gadon de a�?MetrA?polisa�? tem passagens mais rA?pidas porA�m marcantes em bons personagens que acompanham de perto a loucura entre os homens duplicados.

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O roteiro e a direA�A?o dA?o espaA�o para o silA?ncio e as inA?meras interpretaA�A�es que ao longo do filme se farA?o necessA?rias, a ausA?ncia de nomeaA�A�es ou citaA�A�es de tempo, lugar e espaA�o, deixam tudo muito mais a vontade na imaginaA�A?o e nas diversas possibilidades de onde aquela histA?ria poderia estar acontecendo. A lente escura, sA�pia clara na lente aumenta ainda mais essa sensaA�A?o lA?gubre de todos os acontecimentos. Intercalado a isso e sem maiores explicaA�A�es, rA?pidas cenas de um aparente nonsense que parece nA?o caber na histA?ria despertam novamente o desconforto e o mistA�rio dado as incertezas sobre a trama.

Um suspense difA�cil de ser seguido ou aceito e a completa falta de maiores explicaA�A�es, podem fazer de a�?O Homem Duplicadoa�?, uma A?tima e incomoda experiA?ncia diante da telona simultaneamente. Pois, quando tenta traA�ar uma tA?nue linha entre o instigar e o fornecer ao publico busca de sentidos, acaba por nA?o fazer nenhuma coisa nem outra, e corre o risco de assustar a esse quando as luzes das salas de cinema forem acesas antes de qualquer compreensA?o ser alcanA�ada. LouvA?vel sim quando os trabalhos fogem do obvio, ou da entrega de tudo mastigado, por outro lado se torna cansativo ou incompleto ao a�?exigira�? que seu publico faA�a um mini-curso de psicanA?lise para conseguir entender um filme…

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