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O Lado Bom da Vida – Crítica

Crítica de O Lado Bom da Vida

★★★★½

Surpreendentemente insano

Comédia, comédia romântica, drama, romance… De todos que conheço que falaram sobre o filme, dentre toda a incerteza de gênero algo foi unânime: surpreendente. Desde o trailer já tive uma visão enviesada sobre um filme que mostrava uma relação incomum entre duas pessoas com “problemas mentais”. A partir daí fui bem aberto a ver algo inusitado e realmente condizente com todas as expectativas. O Lado Bom da Vida trouxe não apenas ótimas atuações, mas uma visão sobre problemas psicológicos de uma forma totalmente fora do comum de Hollywood. Um dos meus novos favoritos.

Lado Bom da Vida - Crítica

A história de O Lado Bom da Vida mostra o professor Pat Solitano saindo de uma instituição manicomial e voltando a casa dos pais a medida que tenta, desesperadamente, se reconciliar com sua ex-esposa. No processo, ele conhece Tiffany, uma garota que tem seus próprios problemas emocionais, enquanto tenta lidar com a morte de seu marido. Os dois começam a desenvolver uma incomum amizade.

 volta com roteiro adaptado do livro de Mathew Quick e dirigindo magistralmente a película, desde a trilha sonora até a simplicidade e tom familiar que ele dá visualmente ao filme, levando de pequenas sutilezas até silêncios constrangedores bem rítmicos. Não dando ponto sem nó, volta com outro grande sucesso e queirinho aos olhos da crítica, desde O Vencedor, também amostra de uma história incomum. Simplesmente apaixonado pela visão de Russell a história e talvez só um pouquinho incomodado com o formato que deu ao final do filme, mas… no spoilers. Sim, estou descontente com o formato do final, não exatamente seu conteúdo.

No elenco é show por cima de show. Bradley Cooper dá uma apresentação inusitada do bipolar Pat, Robert De Niro se aproveita e dá uma atuação como eu não via em ANOS. Realmente espetacular. Enquanto isso, uma simpática e fantástica atriz chamada Jennifer Lawrence rouba não apenas toda a cena do filme como também meu coração. Como ela consegue ser tão “estragada” e ainda assim completamente amável, a ponto de arrebatar os espectadores e o próprio Pat de sua obssessão, com tanta facilidade? Um mistério. Simplesmente sem palavras. Gostei de ver Chris Tucker sendo divertido sem ser pastelão. Um triunfo.

O grande trunfo do filme? Não digo que seja a comédia, que é bem sutil por sinal. Também não está no drama e nas angústias de uma família em choque com o problema da bipolaridade, ou do fato de não ser aceito ou não se encaixar em nenhum padrão, ao lidar com um problema mental. O que encaro como grande verdadeiro trunfo do filme é simplesmente humanizar aqueles que tem problemas mentais. Seja um problema bioquímico do cérebro, um problema constituinte social de uma pessoa, um trauma circunstancial, o que interessa é que ninguém precisa deixar de viver porque carrega um problema ou um diagnóstico. Nenhum desses obstáculos, mentais ou não, definem quem vc é ou dizem o que pode ou não pode fazer.

Tamanha sutileza que transborda até a cor dos olhos dos personagens no cartaz do filme. A sutileza bruta de Russell, a interpretação cativante – e grande favorita – de Lawrence, ou simplesmente uma história que não subestima aqueles que são mais discriminados na lógica cruel produtivista de nossa sociedade, O Lado Bom da Vida me cativou em várias frentes. Acho que tem possibilidade para cativar todos aqueles que forem de coração aberto para uma “dramédia romântica” de bom gosto ou simplesmente um leve drama de cunho humano. Confiram, pois vale muito a pena.




Comentários

  1. Um filme lindo! Perfeito para desfazer preconceitos com os transtornos mentais, de humor. Vale a pena, excelente!

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