Piratas Pirados – Crítica

Publicado por Fernando Quirino. Postado em Crítica

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Publicado em 25 de maio de 2012 com 2 Comentários

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★★☆☆☆

Fuga das Galinhas para menores

Por algum motivo, eu coloquei na minha cabeça que esse filme seria muito mais divertido do que o possível e, apesar dele não ser uma obra prima de roteiro, é sim uma ótima película com os valores básicos fundamentais a se passar para seus filhos, além de, pasmem, serem passados por piratas: notórios estupradores, pilhadores e assassinos de sangue frio. Mas, na nossa geração atual, não parece algo tão absurdo.

Piratas Pirados conta a história do Capitão Pirata – sim, esse é seu nome – e sua trupe intrépida que inclui mulher travestida de homem, pirata albino, um pássaro bizarro, entre outras criaturas. Eles tentam conseguir o prêmio de Pirata do Ano, mas a concorrência não é fácil. Quando abordam um barco de um cientista nada conhecido, chamado Charles Darwin, ele descobre que pode ter um bom aliado na sua busca por ouro e pelo título de melhor pirata dos sete mares. Enquanto isso, eles tem que desviar da megera Rainha Vitória da Inglaterra e seu ódio mortal de piratas.

Uma coisa ninguém pode negar, Peter Lord ownou totalmente a parte visual de Piratas Pirados. Quer dizer, o nível de detalhismo em stop-motion é algo nunca antes visto. Da primeira a última sequência, a coisa é absurda, seja no CGI ou nas maquetes, que se misturam de forma inacreditável. Já pelo roteiro, preferiram ficar com a simplicidade e piadas infantis, para abarcar público maior ainda que Fuga das Galinahas. Gideon Defoe ficou com o clichê do clichê, mas ainda manteve algumas coisinhas para os adultos, como, por exemplo, a ironia de um macaco tocar o tema de 2001 – Uma Odisséia no Espaço, entre outras referências nerds.

No Brasil, obviamente, só teremos versões dubladas. A dublagem passa do medíocre ao “bem feitinho”. Nada de extraordinário e realmente tira muito do brilho dos sotaques originais no inglês, usando sempre aquele típico “nordestino” perdido no filme para diferenciar um personagem ou outro e o resto é um bando de carioca tentando disfarçar o S. Mas, a expressividade dos modelos tenta compensar bastante esse trabalho de tradução, onde obviamente muitas das piadas se perderam. Uma lástima.

Peter Lord e o que não pudemos ouvir aqui no Brasil... dubladores originais.

No final das contas, Piratas são sempre divertidos e esse é um filme MUITO recomendado para levar aquele muleque fedelho que você não sabe o que fazer com ele. Afinal, a história começa devagar e a criançada fica inquieta, mas no deccorrer do filme vai rolando uma seríssima empatia com os modelos e cada criança fica absolutamente apegada aos personagens. Detalhe especial para a ave do filme, que rouba a cena sempre com seu carisma e olhar safardano. Fora isso, é o non sense saudoso dos ingleses misturado a um bando de clichês americanos. Nem de longe chega perto da sensibilidade humorística de tratar o holocausto sob uma perspectiva pessoal de superação em meio a boas tiradas sobre galinhas.

Recomendação? Leve seus sobrinhos, filhos, irmãozinhos daquela amiga gostosa para ver esse filme e aproveitem o que der. Se for por conta própria, aguardem um DVD ou assistam numa Sessão da Tarde da vida. Seria a melhor recomendação. É um filme muito infantil, pelo menos na versão dublada, que amenizou várias coisas.

Sobre Fernando Quirino

Psicólogo em formação e "cinemista" nerd de carteirinha.

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