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Planeta dos Macacos: O Confronto – CrA�tica

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★★★★☆

MACACOS… UNIDOS… JAMAIS SERA?O VENCIDOS!

JA? foi um longo caminho desde o espetacular Planeta dos Macacos de 1968, com o fantA?stico Charlton Heston e um dos top 10 plot twists da histA?ria. Agora, seguindo um bom filme de abertura, Planeta dos Macacos: O Confronto dA? um tom mais parecido com o original, discutindo as igualdades entre macacos e humanos quando colocados em situaA�A�es similares. Se isso A� o ponto alto de uma franquia de sucesso ou sA? uma vitrine para o avanA�o tecnolA?gico da WETA (estA?dio de efeitos especiais e CGI que ilustrou Senhor dos AnA�is e Avatar) ainda estA? por se definir.

Planeta dos Macacos: O Confronto se passa 10 anos depois do final do primeiro filme, onde o vA�rus liberado na outra pelA�cula jA? dizimou boa parte da humanidade e apenas aqueles imunes sobrevivem. TambA�m mostra como os sA�mios libertados no outro filme evoluA�ram como sociedade em torno de SA?o Francisco. Quando um grupo crescente de sobreviventes humanos e a pequena sociedade de macacos se encontram e tem interesses diferentes, o confronto se torna inevitA?vel.

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Matt Reeves (Cloverfield) dA? vida a esse novo capA�tulo do planeta dos macaquinhos, em breve macacaA�os, escrito e reescrito por vA?rios roteiristas, mas que vem as telas com uma sensibilidade e sutileza as quais poucos diretores poderiam ter para levar a frente o projeto. O roteiro mais do que previsA�vel nA?o colabora. Realmente todas as surpresas e possA�veis viradas no roteiro sA?o mais do que esperadas ao longo do filme. Isso A� um grande ponto contra. O ponto a favor, alA�m da parte de criaA�A?o artA�stica, estA? na fantA?stica qualidade grA?fica da WETA em relaA�A?o aos macacos e a captura de movimentos, especialmente das interpretaA�A�es, que ficou muito mais dinA?mica. O fato de desenvolverem um sistema no qual os atores capturados podem trabalhar em campo com os atores “live action” faz toda a dinA?mica de atuaA�A?o ser absurdamente diferente e muito mais proveitosa.

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Um dos pontos altos talvez tenham sido as atuaA�A�es. JA? nA?o bastassem Golum e tantos outros,A�Andy Serkis se sobressaiu na sua atuaA�A?o digitalizada do macaco Cesar. Suas capacidades de encarnar personagens no mA�nimo intrigantes do mundo fictA�cio vA?o alA�m do que podemos prever. Jason Clarke tambA�m foi uma grata surpresa, desde A Hora Mais Escura com Jessica Chastain ele estava precisando de um destaque que pudesse lhe dar mais visibilidade dramatA?rgica. Gary Oldman dispensa comentA?rios. Sua contida participaA�A?o foi suficiente para nos emocionar e nos fazer simpatizar com seu personagem em todos seus sentimentos contraditA?rios. Por todos os lados vemos boas atuaA�A�es, mesmo que algumas vezes limitadas por diA?logos que nA?o colaborassem. Vale citar o ator quase desconhecido Toby Kebbell pela sua atuaA�A?o como o vilanesco macaco Koba? Se aquilo nA?o foi um bom antagonista, nA?o sei mais o que poderia ser.

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a magia da captura dos gestos atA� as expressA�es e pronA?ncia… o que vocA? nA?o vA? na telona.

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E o filme oscila aA�, entre a natureza e a animalidade tanto de macacos como de humanos frente a um desafio que A� comum a todos – seja na ficA�A?o ou no nosso cotidiano – nosso instinto de sobrevivA?ncia. O filme passa bem sua mensagem, mesmo que em alguns momentos esfregue isso na nossa cara de uma forma bem previsA�vel. O confronto parece inevitA?vel, assim como parece que os autores jogam o fatalismo de nossa ganA?ncia e nossas futilidades em nossa cara. Fica um tanto unilateral e simplista dizer que somos todos ruins e bons enquanto raA�a, mas ainda assim dicotomizar isso em personagens distintos. Um tanto quanto infantil, mas A� o esperado de uma produA�A?o hollywoodiana baseada em um conto quase kafkanesco dos anos 60, imerso na paranA?ia da guerra fria. Aqui imersos na paranA?ia do terrorismo, os “ataques preventivos” parecem ser a nova epidemia sintomA?tica dos americanos. “Quem vai atacar primeiro?” A� a pergunta da vez.

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Pelas suas obviedades, ou pelo seu triunfo tA�cnico, pelo bem ou pelo mal, Planeta dos Macacos: O Confronto A� mais do que assistA�vel, A� uma histA?ria sA?lida com comeA�o, meio e fim que se interligam. Mesmo que afetado pelo fatalismo, A� talvez um fatalismo catastrA?fico que tenhamos que engolir, visto que vez e outra repetimos os velhos erros e os velhos conflitos com nossa prA?pria humanidade. Extremamente assistA�vel, mas dispensA?vel o 3D, que A� quase inexistente. Mesmo assim, experiA?ncia cinematogrA?fica de primeira linha.

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