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Reino Escondido – CrA�tica


★★★★☆

Sustentabilidade em um conceito nA?o necessariamente ecolA?gico

O desafio estava lanA�ado para a Fox. Depois de emplacar Era do Gelo e Rio, a Fox precisava de uma nova franquia mais ousada. Passando um tanto quanto longe da comA�dia pastelA?o e seguindo uma pegada mais Disney, a visualmente inovadora adaptaA�A?o de um renomado livro infanto-juvenil “The Leaf Men and the Brave Good Bugs” passa uma mensagem inspiradora de sustentabilidade e convA�vio social sem soar piegas ou ecologicamente correta, coisa que todas as idades podem e devem assistir, especialmente com um belo 3D a tira-colo.

Reino Escondido conta a histA?ria de Maria Catarina (M.C.), que visita seu pai, o qual vive em uma velha casa perto da floresta com seu cA?o, Ozzie. O professor Bomba tem estudado por muito tempo um grupo de minA?sculos guerreiros que vivem e protegem a floresta como guardiA�es do bem. O professor sempre estA? na floresta com cA?meras e gadgets por todo o lado, na esperanA�a de encontrA?-los. Ele estA? tA?o envolvido com seu trabalho que negligencia M.C., a qual acaba de perder sua mA?e. Ela decide ir embora e deixa um bilhete para ele, mas no processo ela cruza caminhos com uma missA?o mA?gica que a encolhe e a faz descobrir os homens minA?sculos que o professor tanto buscou, os Homens-Folha. Inesperadamente ela A� levada a entrar em uma aventura contra os malA�gnos Boggans e seu lA�der, Mandrake, enquanto tenta encontrar uma maneira de voltar para casa.

Reino Escondido

Talvez um dos grandes triunfos deA�A�tenha sido dirigir essa pelA�cula. Sendo residente da casa da Raposa, dirigiu Era do Gelo e RobA?s. Entre erros e acertos, parece que A� um dublador experiente e produtor sagaz, mas agora fez seu maior acerto com um filme tocante, um 3D fantA?stico, bem implementado em vA?rias cenas aA�reas, cenA?rios e cenas de aA�A?o como um todo. A�Um deslize aqui e alA�, mas nem todo mundo A� Scorsese nesse mundo de 3D, nA�? O roteiro bem adaptado a 8 mA?os porA�A�,A�A�,A�James V. HartA�eA�Daniel Shere, contaram com a ajuda do autor do livro, William Joyce, que vocA?s devem conhecer de outro grande clA?ssico de muito sucesso ano passado: A Origem dos GuardiA�es. Eu tenho que comeA�ar a ler esses livros.

Reino Escondido

A dublagem A� um caso a parte. Enquanto em algumas obras se perde muito com a contrataA�A?o de globais para a dublagem, nesse caso as distribuidoras brasileiras acertaram muito a mA?o. Daniel Boaventura foi o Global da vez dublando Ronin, que fez um A?timo primeiro trabalho, digno de bons dubladores. Murilo BenA�cio foi outro dublando o pai de M.C., Professor Bomba e fazendo um trabalho razoA?vel . Se nA?o me engano, notei a brilhante e experiente voz de Miriam Fischer como Rainha Tara, que me remete a todos aqueles fantA?sticos filmes desde os anos 80/90. TambA�m tiveram um grupo de dubladores inspiradores e experientes. Senti falta de uma famosa para a protagonista M.C., mas fico feliz que nA?o tenham ido por esse caminho. No original temos vozes de peso e BeyoncA� foi rainha, merecidamente neste filme, dividindo tela comA�Amanda SeyfriedA�eA�Colin Farrell.

Reino Escondido - Amanda Seyfried

IncrA�vel histA?ria de William Joyce nos leva pelos altos e baixos de drama a uma guerra A�pica e singela, do tipo que serve a toda a famA�lia. O principal, ao ver deste que vos fala, A� a discussA?o a respeito de coletividade e de sociedade, que devemos muito rever em uma das A�pocas mais individualistas de todos os tempos. Em tempos de razA?o instrumental, onde todos sA?o apenas meios para fins e nA?o pessoas em si, a filosofia dos Homens-Folha nos desperta para uma noA�A?o importante. NA?o estamos sozinhos e nA?o vivemos sozinhos. Por que nos esforA�amos tanto para parecermos sempre independentes e capazes de nos “bastarmos”? Tudo bem que dois personagens adolescentes se acharem auto-suficientes A� uma coisa mais que natural, mas o fato A� que a dinA?mica do filme nos mostra que somos nada quando sozinhos, ou melhor, menos que nada.

Reino Escondido

“Somos todos como folhas de uma A?rvore”. O toque de sabedoria japonesa, que influencia desde o design – com katanas, indumentA?rias samurai e etc – atA� a filosofia de trabalho em sociedade e abnegaA�A?o em nome do dever, ensina aos ocidentais o que significa superar dificuldades juntos. As poucas piadas e o look “princesas disney” transformou o filme em uma animaA�A?o para toda a famA�lia. Quem for mais velho vai gostar do requinte e da reflexA?o e os mais novos simplesmente adorarA?o a coisa toda, torcendo e empatizando com os personagens. Como A� muito raro de se observar em filmes Hollywoodianos no Brasil, muitas palmas no cinema ao final do filme. Isso nA?o atesta nem proeza e nem falha ao filme ou ao pA?blico, apenas realmente uma forte empatia.

Recomendado A� pouco, se tiver pimpolhos esse filme se torna OBRIGATA�RIO. FA�rias estA?o chegando aA� mas talvez a pelA�cula nA?o aguente atA� Julho entA?o nA?o deixe passar do prA?ximo final de semana.




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