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Robocop – CrA�tica

★★★★½

Mais policial e humano do que robA? dessa vez

Superando todos os temores dos fA?s fiA�is da versA?o deA� e fazendo justiA�a a visA?o de um A?timo diretor brasileiro, a pelA�cula supera a expectativa do pA?blico e deixa a crA�tica americana dividida, enquanto agrada crA�ticos internacionais. Um remake que com certeza ficarA? para a histA?ria e, talvez, sugirA? uma franquia.

Robocop, como no original de 1986, conta a histA?ria do policial Alex Murphy. Depois de quase ser morto por criminosos inescrupulosos. Ele A� levado pela OmniCorp a se tornar um ser cibernA�tico meio homem e meio mA?quina. Na nova versA?o ele A� o pretexto que a empresa precisa para mudar a opiniA?o pA?blica a reprovar uma lei a qual impede que toda a forA�a policial e tA?tica dos Estados Unidos seja suprida por mA?quinas.

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Apesar do roteiro ser genialmente escrito pelo novatA�ssimo Joshua Zetumer e ser uma adaptaA�A?o muito bem feita, o toque original de JosA� Padilha (Tropa de Elite 1 e 2) se mantA�m uma das maiores atraA�A�es em um clA?ssico blockbuster americano. Os movimentos de cA?mera durante as conversas dos criminosos, a cA?mera ligeiramente tremida nas cenas de aA�A?o, os A?ngulos diferenciados nos momentos dramA?ticos e tranquilos, a alternA?ncia entre trilha sonora e total falta dela… EstA? tudo lA? como em seus outros filmes, sA? com mais orA�amento e algumas exigA?ncias a mais do estA?dio. Diga-se de passagem, lutou MUITO com ele para que o filme fosse muito mais no estilo Verhoeven. E fiquem felizes, fanboys… Apesar do fantA?stico tema musical de Basil PoledourisA� estar lA? estampado em momentos, ele nA?o A� o tema em todo o filme. O melhor dos dois mundos jA? que A� um tema saudoso, mas nA?o combina muito com essa nova visA?o.

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Tudo corre como o esperado no elenco com uma exceA�A?o. Enquanto e fazem seus papA�is medianos bem, e mandam bem em suas atuaA�A�es. Tudo como esperado, mas quem realmente surpreende A� como inesperado protagonista. VocA?s devem conhecer ele melhor como o policial mal-arrumado da sA�rie The Killing, mas teve realmente a oportunidade de tocar tanto o pA?blico como Alex Murphy, que mudou totalmente a percepA�A?o sobre Robocop. Vale destacar tambA�m como o A?ncora de direita, quase clone de Datena versA?o gringa, que emplaca um dos mais irA?nicos discursos em um momento do filme.

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Robocop muda totalmente o panorama do filme de 1987, que lidava com os problemas de emprego nos estados unidos e a tecnologia, entrando rapidamente no cenA?rio econA?mico do paA�s. Estamos na segunda dA�cada do sA�culo XXI e nA?o temos tanto espaA�o para sonhar tecnologicamente. Tudo que foi empregado em Robocop pode existir muito em breve, inclusive muito jA? existe, mas nA?o A� popularizado ou executado por uma questA?o financeira. O panorama agora A� totalmente polA�tico. A discussA?o se vira para a militarizaA�A?o exacerbada dos Estados Unidos a de outros paA�ses em lidar com os conflitos urbanos.

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Mas dessa vez, a tecnologia e crA�tica social, apesar de muito presentes, se tornaram pano de fundo para o drama de Alex Murphy. Agora nA?o A� mais legal, ao mesmo tempo que A� brega, ser um policial ciborgue. As primeiras cenas de Murphy como Robocop nA?o te fazem vibrar por ele, e sim sofrer com o personagem. A discussA?o A�: vocA? aceitaria viver como uma mA?quina? Afinal de contas, quanto de vocA? te faz humano? O quA?o controlado por mA?quinas ou outras pessoas vocA? pode ser antes de perder sua humanidade? Sentimentos e consciA?ncia sA?o aspectos humanos ou apenas comportamentos que podem em breve ser imitados ou produzidos mecanicamente? Muitas discussA�es que o filme traz em meio as cenas de dramaA� e aA�A?o.

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Robocop tem de tudo um pouco, e tudo recheado com uma belA�ssima estA�tica e muitos altos e baixos nas emoA�A�es, na repulsa, na alegria, na satisfaA�A?o ou na revolta com os temas levantados. Mas, uma coisa A� gratificante e feliz em tudo isso. JosA� Padilha continua impondo sua marca e representando bem como brasileiro no exterior. Sendo dele ou nA?o, o discurso crA�tico ao “american way o life” de forma sutil e sarcA?stica em certo momento do filme mostra que ele nA?o perdeu seu objetivo, mesmo que seja escolhendo seus projetos. Como em A�nibus e Tropa 1 e 2. Como diria Wagner Moura, um de seus queridos colegas, “fazer arte tambA�m A� fazer polA�tica. ParabA�ns a Padilha.

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Se vocA?s gostaram do filme antigo, vA?o de cabeA�a aberta mas com poucas expectativas de ver aquele carinha divertido e durA?o dos outros filmes. Se nA?o viram o original, deixem os preconceitos de uma premissa como “policial robA?” parecer brega e vA?o para ver de qual que A� a histA?ria e seus personagens. Mas, de qualquer forma recomendamos para TODOS.

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